domingo, 16 de janeiro de 2011

A Placa do Destino


Era um dia de segunda de manhã, havia poucas horas que tinha acordado, não tive um final de semana tão perfeito, fiz o que fazia sempre, saía pra beber com uns amigos e quem sabe dá umas paqueradas, afinal de contas, sou um homem solteiro. Bom, mas uma semana que chega e a busca incessante por um dia menos chato, não é toa que as pessoas bebem ou usam drogas, porque esse é um modo de fuga, fuga desse mundo tão conturbado. Soube que hoje vai ser mostrada numa exposição, uma placa de pedra, dizem que é de um tempo antigo e esquecido, não se sabe a época atual, e ninguém sabe se é realmente terreno, porém não há mais nada pra ser descoberto nesse mundo, às pessoas encontram coisas e então dizem que existe algum mistério por trás disso, que era dos povos antigos e seus mitos sobre a criação, tudo blábláblá, coisa de gente que não tem o que fazer, mas como depois do trabalho não tenho pra onde ir, acho que darei uma passada no museu para ver a tal placa.
Fiz uma pesquisa sobre a placa, entrei no site do museu, e estudei um pouco sobre, diz aqui que foi achado em uma caverna no deserto do Atacama no Chile, o arqueólogo que encontrou a placa, disse que o entrou em uma câmara imensa, parecia que o lugar era de um tempo esquecido, tinha uma linguagem estranha nas paredes, de uma língua que não era nenhuma das quais que conhecemos. O único que tocou na placa, que foi justamente o arqueólogo que encontrou, diz ter ouvido depois de ter tocado um uivo, que segundo ele, arrepiaram todos os pelos do seu corpo. Após chegar a Nova York, foi internado num sanatório. Não se sabe bem o que aconteceu, mas dizem que ele ainda diz ouvir o uivo dos demônios querendo arrancar a sua alma. Não sou psicólogo, nem fui estudante de psicologia, mas lembro de ter lido sobre um artigo falando sobre isso, mas talvez ele tivesse tendências e isso só foi um motivo pra ele expressar que estava senil. Pobre homem.
Não sou nenhum descrente, mas por via das duvidas, espero não tocar na tal placa. Sei também que ela vai estar bem protegida por uma caixa de vidro para que todos possam admirá-la, duvida um pouco sobre o pobre e louco arqueólogo, não gostaria de ficar pirado como ele, apesar de que se eu estudar muito todos os dias ficarei assim como ele, esquizofrênico.
Continua...

Diogo Correia